1. But first, let me take a selfie.

    But first, let me take a selfie.

  2. Red Hot Chili Peppers

    Red Hot Chili Peppers

  3. That 70’s Shirt

    That 70’s Shirt

  4. Beijinho no Ombro

    Li o texto que a Valesca postou na página oficial dela e estou aplaudindo até agora. Basicamente o que eu acho é realmente o que ela colocou lá, muito barulho por uma coisa muito pequena e uma demonstração gigantesca de preconceito.
    Se fosse Caetano, Chico, Renato Russo ou Cazuza ninguém acharia estranho, isso é cultura. Funk não, funk fala de sexo, funk fala de preto, funk fala de favela, e ninguém quer ouvir isso, isso aí não faz parte do nosso país, isso aí não é nossa cultura.
    Somos intolerantes sim e ainda temos em nossa cabeça que cultura que não é intelectualizada, cultura que o povão entende, deixa de ser cultura. E o caso da Valesca é ainda pior. Ela é uma mulher, que não tem medo de mostrar o corpo e muito menos esconde o que acha de sexo. 
    Logo o sexo, aquela coisa terrível que corrompe, suja e macula tudo em que toca. Aquela coisa horrível que leva nossas crianças a perversão, que ninguém gosta, ninguém faz e que todo mundo deveria esperar até o casamento pra fazer.
    Nós ainda não conseguimos aceitar que o pobre não é mais invisível, ainda não nos sentimos confortáveis vestindo as mesmas marcas que o cara da favela, ainda nos sentimos afrontados pela música do morro tocar nas nossas rádios. 
    Ainda causa escândalo ver os pensamentos daquele pessoal que a gente sempre olhou de cima invadindo os espaços que a gente sempre reservou pro que a gente considera cultura “de verdade”. Tanto que a estudante universitária que resolveu fazer uma tese de conclusão de curso sobre a nossa mesma Valesca apareceu em rede nacional e foi ridicularizada por aquele exemplo de “moral e bons costumes” que é a Raquel Sheherazade, que é mais uma entre os milhões que acreditam que a cultura deles é mais cultura que o resto.
    Não gosto de funk, é provavelmente o estilo musical que menos ouço, mas nem por isso acho que quem goste seja pior do que eu, ou que o estilo seja menos música, ou menos cultura do que o que eu gosto. Cultura não é só o que o nosso grupinho gosta de ouvir, cultura não é só o que a gente acha que presta, cultura é tudo que a gente produz, é tudo que a gente espalha. É o que se canta, se escreve, se lê ou se assiste, seja na mansão ou na favela.
    Achei estranho o jeito como a questão foi escrita, um “complete a música” sem muito sentido, mas pelo que foi dito depois, foi uma “provocação” do professor por uma discussão que eles tiveram em sala, em uma aula de filosofia. Uma provocação que deu certo e jogou na nossa cara o quanto a gente ainda tem de crescer.
    Apesar de não gostar muito das músicas dela, acho a Valesca do caralho. Mesmo.
    Apesar de todo mundo chamar ela de vulgar e tentar reduzir ela a uma bunda que canta, ela é inteligente pra caralho, defende um monte de causas bacanas e o que eu acho melhor de tudo isso, mostra que ela pode mostrar o corpo dela, pode cantar funk e pode vir da favela sem se tornar pior do que ninguém, sem se tornar menos capaz.
    Pensadora moderna sim e mandando beijinho no ombro pra nossa bela sociedade hipócrita.

  5. Vem pro meu mundo, vai começar a luxúria!

    Vem pro meu mundo, vai começar a luxúria!

  6. Pelo Direito de Ser Infeliz

    Ando querendo lutar pelo meu direito de estar triste, de acordar sem vontade de nada, de querer ficar em casa no final de semana, de não querer saber do resto do mundo, de poder me afogar em mim.
    Quero poder sofrer também, sem ninguém me olhando esquisito, me dizendo pra não ficar assim. 
    Quero poder conversar com minha dor, sem ninguém me julgando, achando que é falta de amor.
    Quero poder sentir de verdade, sem ter de forçar um sorriso, sem ter de fingir felicidade.
    Não quero ser triste pra sempre, mas cansei de não poder assumir, ficar mal também faz parte, aprender com as lágrimas também é arte. Não quero essa gaiola da felicidade eterna, ando cansado de vestir essa armadura, acordar triste também é estar vivo.
    Mas tristeza ofende, tristeza incomoda, estar feliz agora é moda e também virou obrigação. Não se pode mais querer estar sozinho, não se pode mais pensar negativo.
    Quero de volta o direito de ser normal, de não ter de usar máscara as vezes. Me deixem nos meus dias ruins, uma hora passa e eu quero poder ser sincero quando a felicidade chegar.

  7. Micareta Hipster

    Micareta Hipster

  8. Saudade de estimação

    Já percebeu que a gente costuma falar que alguém “deixou saudade”? Já parou pra pensar no porque?
    É porque saudade é o que fica quando alguém vai embora.
    Claro que tem todas as boas memórias, aquela esperança da pessoa voltar… Mas quem sempre manda lembranças mesmo é a saudade.
    O resto a gente fica por que quer, o resto a gente guarda. A saudade não, a saudade é aquela coisa que a pessoa esqueceu pra trás, que a gente queria que tivesse levado com ela, que a gente não queria que estivesse ali, mas que a gente também não tem coragem de jogar fora.
    E a saudade fica lá, e a gente fica junto com a saudade, até que a gente resolva abrir espaço pra alguma outra coisa, ou até que a pessoa volte pra gente poder acabar com aquela saudade que é só dela.

    - Paulo Aranã

  9. Tênis Roque

    Tênis Roque

  10. Oh minha honey baby!

    Oh minha honey baby!

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Paulo Aranã, 19 - Belo Horizonte, Minas, Brasil.

Meu tumblr não é sobre surf, nem sobre festas, nem sobre mulheres, nem sobre o verão, ou sobre praia, skate, cachorros ou sobre qualquer outra coisa que apareça aqui. Meu tumblr é sobre coisas que gosto, que sinto, que acho bonitas, que chamam minha atenção e me inspiram de alguma maneira e muitas das coisas que fazem tudo isso são surf, festas, mulheres, verão, praia, skate, cachorros e qualquer outra coisa que apareça aqui.
Beijos e Queijos pra todo mundo.

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