Acho que as vezes a gente se esquece que o nosso conceito de tempo, como algo contínuo, dividido em horas, minutos e segundos, é apenas inventado. A gente se esquece que aquela impressão de que as coisas passam mais rápido quando nos divertimos e mais devagar quando estamos tristes é mais que só uma impressão.
Mesmo que tenhamos dividido o tempo em pedaços iguais em um circulo com ponteiros girando, no final das contas, o que determina a velocidade com que o tempo passa é e sempre vai ser a nossa simples percepção. Não importa se todas as horas são feitas de sessenta minutos, vão ter horas que simplesmente vão voar enquanto outras parecem ficar paradas e aqueles sessenta viram cento e vinte, e aquela hora parece durar vinte e quatro e não há relógio que possa dizer o contrário, por mais que ele tente.
Então assim, esquece a pressa, esquece o tempo perdido, porque tempo não se ganha e nem se perde, tempo simplesmente passa, e embora ele passe com velocidades diferentes de acordo com a nossa percepção, ele sempre vai passar, independente do que queiramos, mesmo que consigamos sentir quase como se ele fosse parar.
Como talvez diria o Renato Russo, temos todo o tempo do mundo, não temos tempo a perder, temos nosso próprio tempo.